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SETEMBRO AMARELO: Automutilação e suicídio entre crianças e adolescentes

A cada dia, cerca de oito meninos e meninas de até 19 anos tentam tirar a vida em Minas Gerais, segundo levantamento do Data-SUS.

 

Os pensamentos suicidas que rondam a cabeça de pessoas adultas – preocupadas com emprego, pandemia, perdas, morte – também tiram o sono de crianças e adolescentes. E vidas. Só em Minas Gerais, a cada dia, quase oito meninos e meninas com até 19 anos tentaram se matar no ano passado, ou 2.835 no total. E o pior: 107 efetivaram o ato e se foram precocemente, de acordo com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (Data-SUS).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das cinco principais causas de morte entre jovens com idade entre 15 e 19 anos. Uma geração que grita por ajuda, mas nem sempre é ouvida. “Aos 18 anos, eu comecei a apresentar quadro de depressão e problemas emocionais. Sempre ouvia que era para chamar atenção, drama, mas eu sentia que minha vida não fazia sentido”, conta André Porto Gomes, 22. Quando fez 19 anos, ele tentou desistir da vida. “Depressão é uma coisa muito forte e faz a gente acreditar que não vai chegar a lugar nenhum”, explica.

A OMS estima que metade dos problemas de saúde mental aparecem antes dos 14 anos. “Alguns pais me falam que as crianças estão fazendo determinadas coisas para chamar a atenção. Eu pergunto a eles se estão prestando atenção, porque pode ser que alguma coisa esteja acontecendo. Tem aumentado os

quadros de automutilação de adolescentes sem a intenção de se matar, além de ser altíssimo o número de tentativas de suicídio entre eles”, diz a psicanalista Cristiane Ribeiro.

Segundo o neuropsicólogo e estudioso de saúde mental de crianças e adolescentes, Hugo Monteiro Ferreira, as vulnerabilidades emocionais podem levar os jovens a terem comportamentos de risco. Alguns exemplos são a automutilação e a participação em jogos perigosos que se propagam na internet, como o desafio do apagão (prender a respiração até desmaiar). Uma menina de 10 anos morreu durante a “brincadeira”.

Uma revisão de 36 estudos realizados em países como Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia foi publicada em um periódico internacional recentemente e mostrou que um a cada cinco adolescentes já se machucou propositalmente para trazer alívio emocional. André também fez isso repetidas vezes. As crises vinham, e quando passavam deixavam, um rastro de dor. “Já saí andando sem rumo, já quebrei meu quarto todo, já cortei meu braço e tive crises de choro sem parar”, lembra. Para ele, a dor física amenizava a da alma e, aos 21 anos, atentou contra a própria vida mais uma vez. “Suicídio não é escape, saída nem solução, mas você está tão triste que acha que acabar tudo vai ser melhor. Ninguém entende ou te dá apoio. Às vezes, é complicado ter forças para levantar todo dia. Estou aprendendo a ter esperança que vou conseguir realizar o que eu quero fazer”, diz.

Quando o assunto são tendências suicidas, não existem regras. Mas algumas ações podem ajudar a amenizar o sofrimento do outro. “Os pais não devem julgar porque podem passar a impressão de que não estão dando importância ao problema dos filhos. É preciso mostrar empatia e criar momentos propícios ao diálogo”, explica psiquiatra Diego Tinoco. Ele é coordenador da Comissão em Defesa do Paciente da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e membro da equipe técnica do Renova Galba.

As conversas precisam ser ampliadas agora, durante a pandemia. “Há um abismo na socialização dos jovens em uma fase em que eles precisam do contato com o outro para a constituição de identidades”, diz a psicanalista Cristiane. Em cartilha sobre suicídio na pandemia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou para o risco de o isolamento, associado às incertezas, ao medo de perder entes queridos e à crise econômica, levar a uma piora do sofrimento e dos problemas de saúde mental, principalmente depressão e ansiedade, aumentando o risco do comportamento suicida.

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